Podes!

Os teus passos levam-te à minha frente no caminho.
Reconheço-te pela silhueta do teu pescoço.

Será que te lembras de ter adormecido junto a mim ontem à noite?
Ou nas noites anteriores?

Prendo-me com medo de me repetir em ti.
De te dar o que dei em outros sitios, outrora.
Por vezes tento aproximar-me, a medo,
Mas lembro-me que não és um dos jogadores e recuo.

Sento-me curvada a aguardar que um dos teus caminhos te guie a mim,
Por ter demasiado medo de estragar alguma coisa que apenas vive na minha cabeça.

Aguardo silenciosamente que o jogo comece quando alguém disser: Podes!