Puzzle

Não é bem um adeus,
mas tudo o que se assemelhe a despedida deixa-me triste.

Foi pouco tempo,
e quero que seja mais.

Não que sejas bom a ouvir, mas gosto que fales.
Gosto de estudar as tuas palavras e compará-las com os teus gestos.
Gosto de olhar para o menino e perceber que às vezes recuas de ti mesmo.
Como se fizesses pause para não te mostrares mais.

Aconselho que nunca deixes nada por dizer.
Vai corroer-te os olhos enquanto tentas dormir.
Os sonhos que não seguiste, acabarão por cair num vazio,
assim como aquelas palavras,  aquele beijo e aquela decisão que não tomaste.

Vais ter medo,
vais criar imunidade às coisas más
e às vezes confundi-las por boas.

Um dia vão dizer-te que és demasiado.
Não oiças.

És tanto.
Guardas tanto.
E sonhas.

Vou aparecendo,  até perceber que já não faço sentido.

Conseguiste entrar nas minhas veias com os teus maneirismos e expressões e vou tentar limpar-te de mim lentamente para poder usufruir de tudo mais um pouco.

“So you don’t know where you’re going and you wanna talk
And you feel like you’re going where you’ve been before
You tell anyone who’ll listen, but you feel ignored
Nothing’s really making any sense at all, let’s talk.”