Pedaços de papel

Bom, está a resultar, se o que queres é que me afaste.
Pensei que fosse uma espécie de proteção, mas pergunto-me se vales a pena ou se te posso colocar junto de todos os outros.

O que te dou de mim, cai no chão, enquanto coloco tudo de ti numa bolsa.

Queres ver até onde fico,
Ou queres mesmo que vá?
Já te fizeste essa pergunta?!

Já te questionaste se o erro será o pagamento ou empurrão?
Depois ficas desiludido contigo e voltas para tocar no que é meu.

Apanho os teus olhos do meu ombro e coloco-os no teu colo.
Apanho o teu desamparo dos teus passos e dou-me a ti.

Construo pontes de homenzinhos para chegar perto de ti.
Envio cães ao teu alcance.
Dou-te o meu olhar,
As minhas mãos,
Os meus braços.

E fico com tudo.
E com o teu calor.

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