E se eu não quiser arriscar?

Entre as saias e o collants, embrulhei-me na antiguidade das duas personagens.
Cinzentas.
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Perderemos a cor com a idade?

As palavras que saltavam falavam de tempos de tostões e de trabalho.
‘Ai que belos tempos!’ – escapava.

Caminhamos em frente, porque não temos outra alternativa.
E se quiser parar? Não posso.
Existe a obrigatoriedade de prosseguir, mesmo não querendo.

E se não gostarmos do que vamos encontrar?
E se não tivermos uma mão para nos acompanhar no caminho?
E se o que está no agora for melhor do que o que está no amanhã?
E se eu não quiser arriscar? 

Se tiver medo ou de todo não me identificar com o que vem?
Quem ficará cá para contar a minha história? 
Como vão saber que existi?

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