Jaula

Sinto-me confinada ao espaço invisível que criaste na tua imaginação.
Os laços que inventaste, fazem-me comichão no nariz.

Não te vi longe e não te quero ver perto.

As tuas melodias são de outrora e não enchem os meus ouvidos.
Pára de sussurrá-las!

O meu Deus, sabe bem que os meus olhos já estão tomados.
O meu peito será esmagado pelo pé de Eos e não há nada que possas fazer.

Deixa-me partir.
Não sejas como os restantes que ficaram com a réstia do meu cheiro a prender-lhe o passo.

Sou minha e de quem quero.
Sou do Universo e sou do escuro do meu quarto.

Troquei contigo o calor da minha pele pela pureza fingida.
De todo me tomes como ingénua.
Não te deixes enganar pelos meus traços, sou mais do que aquilo que o olho apanha.

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