Metade do que desejas

O livro que entra dentro dos meus olhos na viagem de metro, ensina-me que apenas devemos expectar, para a nossa vida, metade do que desejamos.
Assim, se recebermos por inteiros ficamos satisfeitos.
E se não recebermos de todo, só nos desiludimos pela metade.

Desde sempre desejei tanto, e recebi pouco.
Mas culpava a minha falta de vontade na busca de mais, e a minha capacidade de contentamento.
A desilusão constante, tornou-se parte, até me dizeres que podia ter mais.

Não posso.
Não me dás.
Nem pela metade.

Tiras, quando queres, o pouco dado.

E depois voltas, com mel e chocolate.
E os teus olhos devoram a minha confusão, e cedo.
Cedo a ti e à tua vontade.

Deverei ficar feliz com a atenção fortuita que me concedes?
Ou esperar pelas promessas feitas?

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