23 de Abril

“- Como foste capaz?”
Pergunta-me a Morte, espantada.
Capaz de a enganar de tal maneira, soltando a fúria e a raiva escondidas.
O pecado saiu dos meus lábios,
um capricho apenas,
um desejo egoísta,
que aproveitei para concretizar.
Apunhalei-A pelas costas, rasguei-lhe a pele, fi-la sangrar.
Lascas da minha traíção ficaram ficaram cravadas em si.
Morte!
Agarra em mim e leva-me contigo!
Sei que me desejas há muito,
agarra-me pelo cabelo e arrasta-me pela gravilha.
Tortura-me, sem me matar.
Finge que me beijas,
finge que me tocas,
finge que, ainda, me amas..
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