Nada

A claridade fere-me os olhos
e as tuas palavras também.
A cada conversa, percebo o pouco que valho e o nada que mereço.
Sou nada.
Um estorvo na vida de cada pessoa que me rodeia, um gasto desnecessário, uma preocupação sem valor, de uma vulgaridade, quase que, ordinária.
A dor consome-me, assim como as lágrimas e o sentimento de culpa por não ser ninguém.
O pedaço de espelho que me corta, já nem dor me provoca, nem o prazer por ele suportada, a sinto mais…
Sinto o nada que sou,
O vazio que ocupo,
e o som mudo que transmito.
Nada!
Quem quer nada?
Ninguém.
Todos querem tudo, e eu não sou tudo,
sou nada.

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